Sem Essa de Amélia
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As Cantoras do Rádio

Em 1994, o Brasil assinou o documento da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, também conhecida como Convenção de Belém do Pará. Este documento define o que é violência contra a mulher, além de e explicar as formas que essa violência pode assumir e os lugares onde pode se manifestar. Foi com base nesta Convenção que a definição de violência contra a mulher constante na Lei Maria da Penha foi escrita. 

Na esfera jurídica, violência significa uma espécie de coação, ou forma de constrangimento, posto em prática para vencer a capacidade de resistência de outrem, ou a levar a executá-lo, mesmo contra a sua vontade. É igualmente, ato de força exercido contra as coisas, na intenção de violentá-las, devassá-las, ou delas se apossar. 

Existem vários tipos de armas utilizadas na violência contra a mulher, como: a lesão corporal, que é a agressão física, como socos, pontapés, bofetões, entre outros; o estupro ou violência carnal, sendo todo atentado contra o pudor de pessoa de outro sexo, por meio de força física, ou grave ameaça, com a intenção de satisfazer nela desejos lascivos, ou atos de luxúria; ameaça de morte ou qualquer outro mal, feitas por gestos, palavras ou por escrito; abandono material, quando o homem, não reconhece a paternidade, obrigando assim a mulher, entrar com uma ação de investigação de paternidade, para poder receber pensão alimentícia.

Mas nem todos deixam marcas físicas, como as ofensas verbais e morais, que causam dores,que superam, a dor física. Humilhações, torturas, abandono, etc, são considerados pequenos assassinatos diários, difíceis de superar e praticamente impossíveis de prevenir, fazendo com que as mulheres percam a referencia de cidadania.

A violência contra a mulher, não esta restrita a um certo meio, não escolhendo raça, idade ou condição social. A grande diferença é que entre as pessoas de maior poder financeiro, as mulheres, acabam se calando contra a violência recebida por elas, talvez por medo, vergonha ou até mesmo por dependência financeira.

Atualmente existe a Delegacia de Defesa da Mulher, que recebe todas as queixas de violência contra as mulheres, investigando e punindo os agressores. Como em toda a Polícia Civil, o registro das ocorrências, ou seja, a queixa é feita através de um Boletim de Ocorrência, que é um documento essencialmente informativo, todas as informações sobre o ocorrido visam instruir a autoridade policial, qual a tipicidade penal e como proceder nas investigações.

Por Renato Ribeiro Velloso
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Talvez eu não consiga expressar a profusão e confusão de sentimentos que invadiram meu peito. Não pretendo construir um discurso emotivo- sensacionalista, fato é que, quando o assunto é sentimento não existem regras, cada um ama, sente, vive e sofre ao seu modo. Uns mais, outros menos... Depende unicamente do ponto de observação. E quando o autor do texto é também o protagonista, o desafio de não inundar as linhas com pensamentos e sensações é quase utópico. 

Talvez essa seja a melhor fase do meu relacionamento; eu e ele estamos provando e provocando um no outro, sentimentos únicos no conceito, mas dependentes entre si. Estou falando de afinidade, respeito, cumplicidade, companheirismo, e muita, mas muita paixão. Essa história merece ênfase, afinal, AMOR hoje em dia é raridade. 

Talvez eu esteja tão envolvida a ponto de usar um dos clichês próprio dos apaixonados quando estão no ápice do envolvimento, “não consigo viver sem ele”. A nossa fixação é tão ardente que dispensa palavras. Basta um olhar, um toque, ou simplesmente ouvir em meio a um beijo, até no mais simples, o som que se propaga da respiração... Basta tão somente estarmos juntos, ou não, porque até mesmo a voz ao telefone desencadeia no outro, reações físicas próprias de um casal cheio de sintonia. 


Talvez seja porque estou tão ligada a ele, que todos o tenha incluído em todos os meus planos. Cheguei a ponto de não mais conseguir me planejar sem que ele faça parte, até mesmo em situações aparentemente banais. 

Compartilhamos fatos e casos do nosso dia a dia. Coisas sérias e engraçadas; colhemos como flores nossos sorrisos e lágrimas; nos contagiamos com nossas alegrias e tristezas. Nos apoiamos tanto, a ponto de não medir esforços para resolver até mesmo problemas individuais. E tudo nele me interessa, e a recíproca é afirmada após cada desafio enfrentado juntos. 

Até mesmo as nossas birras parecem sorrir uma com a outra e dizer: - Você se faz resistente porque sabe quão gostosa é a nossa reconciliação. E é exatamente assim, quando nossos olhares imploram pelo fim da discussão e o silêncio atua como um juiz conciliador, que é hora de ceder e compensar o tempo perdido. E aí, dispenso as palavras e deixo as conclusões a cargo
da imaginação de vocês, principalmente de quem viveu ou vive um amor tão grande quanto o meu. 

Agora, não cabe mais o talvez, estou diante de uma decisão importante. Encontro-me perante uma oportunidade de ascensão profissional que, tenho certeza, vai alavancar minha carreira, me fazer desbravar, avistar novos horizontes e ir seguir em busca da realização do meu sonho. 

Em contrapartida, terei de me distanciar fisicamente do meu querido. Aquele que preenche meus dias com sua presença. Claro que muitos vão dizer que o amor verdadeiro resiste até mesmo às intempéries de maiores proporções, e está além do tempo e espaço. E eu concordo com isso, embora ele não pense como eu. Para ele, a adaptação à distância é algo difícil de administrar. 

Nesse momento, um filme passa em minha mente com todos os momentos que vivemos, e até aqueles que imaginei, aspirei que acontecesse, mas não tive oportunidade de concretizá-los. Preciso que ele saiba que não deixarei de amá-lo e o que pretendo ir em busca irá beneficiar a nós dois, basta que ele espere por mim. 

Tudo já me faz falta, o cheiro da respiração, os beijos, os abraços longos e calorosos que trocamos de olhos fechados, o jeito, a voz, o andar, o olhar, o sorriso... Até então estive falando apenas das minhas angústias, e ele? Como reagirá diante da notícia? Tudo aconteceu tão depressa... talvez... Não, não cabe o talvez, é preciso decidir. 


...E sinceramente, espero que ele me entenda. 

Por Thaís Bahia
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Quem nunca ouviu essa frase que atire a primeira pedra. Pois é, essa conversinha bonitinha há anos não engana mais. É aquela história do carinha que tá doido pra comer a mocinha e fica na frente do espelho "matutando" como vai ser feito o serviço, já que a mocinha é toda tirada a puritana. Sempre fui uma mulher muito bem resolvida e direta (tô longe de ser taxada como piriguete, tá gata?), nunca gostei dessa conversinha chata, cheia de blá blá blá. Uma mulher inteligente sabe reconhecer de longe quando o cara só quer tirar aquela famosa lasquinha, ou seja, comê-la. Já dizia a minha mãe(santa sabedoria materna): “primeiro eles te dão a comida e depois te comem”. E minha mãe não tava sendo radical quando soltou essa frase(ensinamento).

Observem que no primeiro dia, o cara prepara todo aquele ritual da conquista. Jantarzinho regado a um bom vinho, uma série de elogios que parecem um bombardeio, deixando o coração da mulher frágil (abestalhado) e completamente derretido. Depois de ter alimentado a sua presa em todos os aspectos, começa a parte que eu não suporto: o xavequinho pra levar pra cama. A mulher entra no carro, e vale ressaltar que o mocinho é quem nesse caso abre a porta para a princesa entrar (puro romantismo). E aí começa uma longa viagem...

Ela coitada, já tonta por conta daquele vinho adocicado (que ele jurou que quase não tinha álcool) fica a mercê. Então começa aqueles beijinhos ardentes, mordiscadas no pescoço, a típica língua no ouvido e uma porção de palavras lindas e excitantes. Então ela diz que não quer, junto com a desculpa esfarrapada do “ainda não é a hora certa, hoje é só o nosso primeiro encontro, ou vamos parar por aqui”.

Ele, que não é bobo nem nada, para. E depois começa a tentar tudo novamente. Vale aqui lembrar que essa é a parte onde o casal ainda tá no carro. Daí que vem o baratino dele: namorar na rua é tão perigoso e começa a contar casos fictícios de acontecimentos com casais no carro, à mulher mais uma vez insegura é a primeira a se amedrontar e peca quando diz: “Então vamos sair daqui ao invés do seco me leve pra casa”. Ouvindo a frase que ele buscou desde o ensaio no espelho, ainda em casa. Finalmente é a hora de fazer aquele convite formulado por aquela velha frase clichê: “Vamos ao motel, só pra namorar e eu juro que não vou fazer nada que você não queira”. É nessa hora que digo meninas prepare-se, ele vai te comer. Ela aceita e o resto da historinha nem precisa eu contar (eles copularam).

Já fui umas duas vezes ao motel e não fiz nada. Certa vez o cara fez todo esse teatro citado acima e achei justo dar o troco nele, não dando aquilo que ele queria, mas deixei o pobre ir à loucura e fiz diferente dele. Quando o mesmo me perguntou por que não ia rolar, a bonita aqui jogou na sinceridade: “Simples, porque não tô afim”. Fui curta e grossa. Os homens de verdade, são mais diretos. Sabem fazer a coisa de um jeito tão envolvente que a mulher às vezes nem espera o convite e seus clichês. Ele consegue arrancar, através do olhar, do beijo que a mulher tá querendo sexo. Toda mulher tem um jeito diferente de dizer que tá afim de transar, algumas com um olhar mais sacana, outras através de um toque (seja lá onde for). Ainda tem aquelas que pedem de forma sutil, sem ser vulgar, de um jeito carinhoso(tira a calcinha no meio do jantar e coloca em cima da mesa rsrsrsr, tô só brincando).

Reflexão: Então meus meninos, não paguem de babaca. Dispensem esses clichês. Ousem, sem parecer cretinos, aproveitadores. Sem usar uma boa imagem pra impressionar e depois de comer e tchau. Não sejam animais. Sexo é bom, quando se tem desejo, vontade de ambas as partes. Deixem as coisas acontecerem de forma natural, sem forçar a barra. Homens que se portam desse jeito conseguem sim comer várias mulheres, mas só um vez. E o pior, não marcam de forma que a mulher nem lembra que foi comida por ele. É aquela onda de entrar na lista sabe?! Vocês descarregam toda a sua energia, mas o coração continua vazio. Lembrem-se que isso aqui é vida real e não um teste de elenco da novela das 8. Não sejam teatrais esqueçam as artes “cínicas”. Nós mulheres agradecemos. Obrigada! Sem mais.

Por Paula Kaline
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